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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Jardins de New York

Mais uma possibilidade.

artists’ gardens - the new york times > arts > slide show > slide 9 of 10

Paisagismo Vertical

Mais um exemplo de paisagismo vertical.

Vale lembrar que o profissional paisagista atua não apenas no projeto e desenvolvimento do jardim, mas é sua responsabilidade a paisagem como um todo.

Esta imagem é um excelente exemplo.

quinta-feira, 14 de março de 2013

o Jardim de Alnwick


THE POISON GARDEN














Exposta no jardim inglês, a Giant hogweed (Heracleum mantegazzianum) tem uma seiva que pode ocasionar queimaduras de terceiro grau
Exposta no jardim inglês, a Giant hogweed (Heracleum mantegazzianum) tem uma seiva que pode ocasionar queimaduras de terceiro grau
http://www.coisademulher.info/2012/02/o-jardim-venenoso/










A Dedaleira (Digitalis purpurea) regula a atividade cardíaca e também pode causar a morte se ingerida
A Dedaleira (Digitalis purpurea) regula a atividade cardíaca e também pode causar a morte se ingerida.
http://www.coisademulher.info/2012/02/o-jardim-venenoso/











http://www.jardiland.pt/diversos/as-plantas-mortais-do-jardim-venenoso-de-alnwick/










Presente no jardim venenoso, a Beladona (Atropa belladonna) possui uma substância usada até hoje para dilatar a pupila
Presente no jardim venenoso, a Beladona (Atropa belladonna) possui uma substância usada até hoje para dilatar a pupila.
http://www.coisademulher.info/2012/02/o-jardim-venenoso/










Castelo de Alnwick já serviu de cenário para as filmagens de Hogwarts, nos filmes de Harry Potter, a comédia Blackadder I, da BBC, e o filme Robin Hood: Prince of Thieves.Fonte: http://nanopla.blogspot.com.br/2011/02/o-jardim-venenoso-de-alnwick.html










http://meu-monstrinho-bizarro.blogspot.com.br/2013/01/jardim-venenoso.html










keep off the cannabis
Observem as grades que tem o objetivo de impedir que alguém tenha acesso às mesmas.
http://meu-monstrinho-bizarro.blogspot.com.br/2013/01/jardim-venenoso.html

Jardins venenosos de Alnwick (Inglaterra)



Inspirado no Jardim Botânico de Pádua, em Itália (o primeiro jardim com finalidade de 
cultivar plantas medicinais e venenosas no século XVI), o Jardim de Alnwick é dedicado inteiramente a plantas venenosas com poder letal. O jardim tem licença especial para cultivo de plantas não muito ortodoxas como a cannabis e a coca.

 

 Há apenas dez anos, este local foi abandonado e esquecido. Hoje, O Jardim de Alnwick é uma paisagem inspiradora com belos jardins, as características originais - incluindo um Treehouse eo Jardim veneno - e arquitetura magnífica, todos trazidos à vida com água. - Duquesa de Northumberland.

 

Você deve conhecer o Castelo de Alnwick e nem sabe. Ele foi cenário da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts nos dois primeiros filmes da franquia Harry Potter. Só que Alnwick também é conhecido como ponto turístico por causa de um jardim com mais de 100 espécies das plantas mais venenosas do mundo.

O jardim é chamado de The Poison Garden (“O Jardim Venenoso”) e é lar de plantas que podem matar só de tocar a pele. O portão preto, com uma caveira atravessada por ossos, traz um aviso que não deve ser levado na brincadeira: “Estas plantas podem matar”.

 

O Jardim de Alnwick é um complexo de jardins adjacentes ao Castelo de Alnwick , na cidade de Alnwick , em Northumberland , na Inglaterra. Os jardins têm uma longa história, mas caiu em desuso, pois ele só foi revivido nos últimos dez anos, e agora apresenta muitos temas e influências diferentes, construídas em torno de uma central de água em cascata . A fase final de desenvolvimento ainda está por vir, que incluirá mais jardins e uma área de jogos de aventura.


O primeiro jardim foi estabelecido em 1750 pelo 1 º Duque de Northumberland , que empregou Capability Brown , o jardineiro célebre, para criar a paisagem adjacente ao parque do Castelo Alnwick.

O 3 º Duque era um colecionador de plantas, e levou um século de desenvolvimento em Alnwick - ele trouxe sementes de todo o mundo, e abacaxis foram criados em estufas. Em meados do século 19, o 4 º Duque criou um jardim italiano com um grande jardim de inverno, e no final do século, os jardins estavam em seu auge grandioso, com teixo topiaria, avenidas  e hectares de flores.

Durante  a Segunda Guerra Mundial, começou sua decadência e finalmente foi fechado como um jardim especial em 1950.



A Remodelação do jardim foi instigada por Jane Percy, Duquesa de Northumberland , em 1997, e está sendo criado pelo estilista de paisagens belga  Jacques e Peter Wirtz . É o jardim mais novo e ambicioso criado no Reino Unido desde a Segunda Guerra Mundial, com um custo de desenvolvimento relatado num total de R $ 42 milhões.

A primeira fase de desenvolvimento, aberta em outubro de 2001, envolveu a criação da cascata e plantio inicial dos jardins. Em 2004, foi aberto um grande complexo de 6.000 pés quadrados (560 m2) foi denominado "casa da árvore", incluindo um café. É um dos maiores treehouses do mundo.

Em fevereiro de 2005, um jardim venenoso, onde crescem plantas como maconha e papoula, foi adicionado. Maio 2006 viu a abertura de um pavilhão para ser utilizado como centro de  visitantes, desenhado por Sir Michael Hopkins e Buro Happold, que pode acomodar até 1.000 pessoas. A característica central do pavilhão é um telhado abobadado gridshell.

O jardim agora pertence a um fundo de caridade, que é separado da Estates Northumberland , embora o duque de Northumberland tenha doado um terreno de 42 acres (17 ha) e contribuido com £ 9.000.000 para cobrir os custos de desenvolvimento.


[youtube http://www.youtube.com/watch?v=i_VIcBunFR8&w=420&h=315]

 



http://en.wikipedia.org/wiki/The_Alnwick_Garden





sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Água - Bem Universal



Capitular As Nações Unidas (ONU) declaram 2013 como o Ano Internacional para a Cooperação da Água.

A água no séc. XXI vai ser um fenómeno de conflitos económicos e políticos; agora mesmo a água está a ser usada como controlo das economias de muitos países, e em muitos conflitos armados, as grandes multinacionais como a Nestlé, Suez (Veolia),Thames Water (Kemble Water), Coca Cola Corp. entre outras estão de olhos postos na aquisição dos serviços públicos da água, na distribuição e nos sistemas de tratamento, pois sabemos que o interesse do lucro passa pela escassez do bem.

Importa a alertar nas consequências de um mau uso da água de forma descontrolada, muitos países no futuro vão sofrer uma grave escassez de água potável, erros deliberados na poluição de rios e aquíferos subterrâneos em nome do crescimento rápido da economia (ex. China), levarão, no futuro, a custos económicos e de vidas que, em poucos anos ,poderá ter resultados na degradação da economia e da qualidade de vida das populações.

Hoje na Europa, um plano de despoluição na recuperação das bacias hidrográficas, resultante da industrialização e do impacto da pressão urbana serão necessários milhões de euros que possivelmente nos próximos 20-30 anos dificilmente estarão resolvidos. Exemplo é a despoluição e recuperação paisagística do Rio Reno que atravessa 6 países: Suíça. Áustria, Liechtenstein, Alemanha, França, e Holanda com uma extensão de 1233 km.

Portugal enfrentará, no futuro, devido ás alterações climáticas uma diminuição hídrica anual, só neste início de século já sofreu 2 secas severas 2003-2005 e de 2011-2012, em média Portugal produz cerca de 73 km3 de água/ano, enquanto cada habitante consome 2900 lts/dia, logo aqui observamos que existe uma má gestão da água por parte de todos nós. 

Comparamos os dois gigantes na produção de água Estados Unidos e Brasil, aqui podemos observar discrepâncias abismais nos consumos e no uso da água, assim









os EUA produzem cerca de 3000 km3 de água com um consumo por habitante de 4400 lts/dia; já o Brasil, com 12% da reserva de água mundial, produz anualmente cerca de 8000 km3 com um consumo por habitante de 820 lts/dia

, assim o Brasil torna-se o maior produtor de água do Mundo, que só necessita de manter os atuais padrões de consumo e tornar mais eficiente o acesso ás populações mais desfavorecidas e construir uma rede de distribuição de água de qualidade, ainda como incrementar medidas de eficiência do uso da água na agricultura e na indústria, o que representa um investimento muito baixo no Orçamento Federal do Brasil e, com uma economia num crescimento constante na ordem dos 4% a 6%, facilmente o Brasil se tornará o maior player no futuro da economia com uma total independência face aos seus concorrentes diretos como os EUA, China ou Índia que têm problemas graves na eficiência no uso da água, dado que o Brasil dispõe de uma enorme capacidade de recursos hídricos.

Vinculando o tema da água para o Paisagismo e em particular para o Paisagismo Ecológico em que as medidas de eficiência da água do uso da água nos espaços verdes estão perfeitamente descritas nos












Princípios do Paisagismo Ecológico entre elas 50% da área verde com plantas autóctones ou nativas, pois estas plantas estão perfeitamente adaptadas ás condições hídricas do ecossistema local; destinar 15% da área verde para relvados, pois a relva representa 40% - 70% do consumo total da água de um espaço verde

, dependendo das espécies de gramíneas que se escolhe. Este, por vezes, é um assunto polémico entre os Paisagistas de considerar ou não um relvado como um elemento chave na criação de uma paisagem, sendo uma parte devido ás atuais atitudes de mercado, bem como um acréscimo de pressão por parte das empresas produtoras de sementes de relva.

Mas cabe aos Paisagistas, acima de tudo, tomar consciência de que, no mercado dos espaços verdes, o custo do consumo da água na economia das famílias fica em 1º lugar, pois representa a maior fatia no orçamento da manutenção do espaço verde e, depois, o impacto ambiental nos ecossistemas e as suas consequências na sociedade no seu todo.

Convém lembrar que em Portugal a legislação já prevê medidas do consumo da água para os espaços verdes, se bem que numa forma pouco eficiente na prática; medidas como adaptação da gestão da rega do solo e das espécies da flora , substituição e adaptação de tecnologias nos espaços verdes, tal como o Paisagismo Ecológico tem também inscritos nos seus princípios o uso da água da chuva e das águas residuais, o que vai de acordo com legislação em vigor. Mas aqui acontece que, em termos legislativos, deve haver um enquadramento para o setor do paisagismo mais regulamentado, como acontece para a Agricultura Biológica que tem um quadro legislativo perfeitamente regulamentado, e com um sistema de certificação próprio em que o consumidor sabe que, ao escolher um alimento biológico, está garantida a sua autenticidade.

Tal deveria de existir para o Paisagismo Ecológico um enquadramento legislativo próprio que regulamente as medidas inscritas nos Princípios para o Paisagismo Ecológico e assim como estabelecer regras para a certificação que dê garantias ao consumidor que, ao escolher serviços paisagísticos, tem intrinsecamente um selo ecológico.


Vista Palácio da Pena

A história do paisagismo em Portugal tem vários exemplos de ligação paisagista com o ecossistema local e de como se usa a água para criar uma paisagem para que se torne parte integrante na Natureza. Esse é o Palácio da Pena (Sintra) com sua envolvência paisagista, este Palácio tem uma história que por si reflete a própria essência de Portugal que transvaza para o Parque do Palácio em termos paisagísticos que descreve-se quase na mística e numa espiritualidade na própria Natureza (para quem acredita, claro) mas, por si só, a beleza do Parque e do Palácio deixa quase a sensação de que foi plantado o Jardim do Éden ou que poderíamos comparar simbolicamente com os jardins da Babilónia.

O Palácio e o Parque foram idealizados pelo Rei consorte D. Fernando II, um investimento feito totalmente com fundos pessoais do próprio Rei, sem qualquer custo no tesouro da Coroa, esta construção inícia-se em 1839 e estende-se até depois de abdicar do Trono e acaba em 1882.


Vista de um dos lagos do Parque da Pena

O Parque Florestal Aclimação da Pena é mais que um jardim em que está representada a flora do Mundo, cuidadosamente selecionada para cada lugar dos 200 hectares que constituem o Parque. Transmite o símbolo maior nas majestosas sequóias da América do Norte, aos magníficos fetos da Oceânia, toda a flora é alimentada por 11 lagos, diversos tanques e fontes naturais, interligados por canais planeados pelo próprio D. Fernando II. O elemento água foi previamente estudado, pois sem ele não se poderia interligar toda a flora das várias partes do Mundo com a natureza já existente.
Assim o Rei deixou no seu exemplo para as gerações futuras a essência do caminho a seguir num projeto com o respeito pela Natureza.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Paisagismo na Medida Certa

A seleção certeira de espécies, a cargo do paisagista Gilberto Elkis, integrou o jardim desta casa, em Florianópolis, a uma área de preservação. Até os pássaros aprovaram o resultado desse enlace


Texto Stéphanie Durante | Fotos Renato Elkis/ divulgação | Blog Casa e Jardim


Fotos Renato Elkis/ divulgação
Sabiá


 Em frente à Lagoa da Conceição, a casa já tinha uma das mais bonitas e valorizadas vistas de Florianópolis, SC. Faltava planejar um paisagismo que ficasse à altura do local, uma área de preservação. O paisagistaGilberto Elkis, profissional que foi incumbido da tarefa, conhecia bem a paisagem porque havia feito o projeto do terreno vizinho. “Embora não dê para competir com a imensidão da lagoa, concebi um jardim com elementos que valorizam a natureza ao redor da construção”, afirma. Logo na entrada, na parte mais alta do terreno em declive, um pergolado de freijó com 120 m² brinda os visitantes com a fabulosa cobertura da trepadeira jade, espécie de crescimento rigoroso, folhagem densa e flores azul-esverdeadas, formadas entre a primavera e o verão.

Nos 12 mil m² de terreno, um espelho d’água abraça a casa e aproxima ainda mais a lagoa do olhar. Seu fundo foi pintado de preto para que a água refletisse as plantas no entorno, entre elas o jasmim-manga com forração de agapantos. Na mesma área, acompanhando o muro de pedras moledo – típicas da região – um painel da Indonésia, feito de pedra vulcânica entalhada, dá imponência à composição. É junto a ele que crescem uma alamanda-amarela e pontuais maciços de orelhas-de-elefante. Seguindo em direção à parte mais baixa do terreno, onde fica a piscina, um caminho de pedras vulcano é ladeado por espécies tropicais: bananeiras, moreias, palmeiras-garrafa, alpínias, bromélias e palmeiras-rabo-de-raposa. Ao caminhar pelo terreno, uma visita desavisada não nota o que foi idealizado pelo paisagista e o que já existia. “O mais incrível, nesse trabalho, foi poder fazer uma simbiose entre a mata nativa e a vegetação que implantei. Construí o que, eventualmente, a construção da casa havia destruído”, diz Gilberto.



Fotos Renato Elkis/ divulgação
Em primeiro plano, jasmim-manga com maciços de agapantos e orelhas-de-elefante. Ao fundo, painel de pedra vulcânica entalhada da Jardí. Logo à frente dele, alamanda-amarela. O espelho d’água começa nessa área e contorna a casa


Fotos Renato Elkis/ divulgação
A área da garagem recebeu um pergolado de freijó
coberto pela trepadeira jade. Seus cachos pendentes com
flores em um tom azul-esverdeado recebem constantes
visitas de pássaros, como o sabiá da foto à esquerda


Fotos Renato Elkis/ divulgação
Detalhe das bromélias


Fotos Renato Elkis/ divulgação
Um caminho de pedras vulcano leva à piscina. Ao acessá-lo, vê-se, do lado esquerdo, um canteiro de bromélias e, no lado oposto, bananeiras e alpínias. Ao fundo, próximo à piscina, palmeira-garrafa e moreias.


Fotos Renato Elkis/ divulgação
A enorme piscina foi revestida com cerâmicas 30 x 30 cm da Oficina Brennand, cor Azul da Turquia. Palmeiras-rabo-de-raposa foram dispostas em linha, próximo à beira da piscina. Ao fundo, a mata nativa da área de preservação


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Frutas nativas do Brasil e Paisagismo | Paisagismo Digital

s frutas nativas brasileiras e, especialmente as de ocorrência na região Centro-Oeste, já eram usadas pelos povos indígenas desde épocas remotas. Essas espécies desempenharam um papel fundamental na alimentação dos desbravadores e colonizadores da região, principalmente, no que se refere ao fornecimento de vitaminas e de alguns minerais essenciais à saúde.
A região Centro-Oeste do Brasil abrange 3 biomas: o Cerrado, o Pantanal e parte de Floresta Amazônica . Da área total dos biomas cerrado e pantanal, predominantes na região Centro-Oeste, apenas 16,8% foram consideradas áreas de cerrado não antropizado, através do uso de imagens de satélite.
O Cerrado ocorre, predominantemente, no Planalto Central do Brasil e ocupa cerca de 23% do território nacional (206 milhões de hectares), constituindo o segundo maior bioma do País. Apresenta uma flora, que é considerada a mais rica dentre as savanas do mundo, estimando-se um número entre 4 mil e 10 mil espécies de plantas vasculares A acelerada exploração agropecuária desenvolvida no cerrado, durante as últimas décadas, teve como conseqüência, além do desenvolvimento sócio-econômico da região, a remoção da vegetação nativa através dos desmatamentos realizados, em sua maioria, sem planejamento e fiscalização, prejudicando a biodiversidade.
Sobre o cerrado você pode ver Cerrado, biodiversidade ameaçada
As frutas nativas desta região, além do seu potencial nutricional, são de rara beleza, podendo e devendo ser usadas em projetos paisagísticos e de urbanização. Podem ser também uma fonte de renda para as populações.É uma grande riqueza de espécies que podem ser consideradas "Plantas do Futuro", ainda não exploradas pelas comunidades locais e por aqueles que se dedicam ao Paisagismo.



Podem ser utilizadas com sucesso na recuperação de áreas desmatadas ou degradadas; no plantio intercalado com reflorestas; no enriquecimento da flora; no plantio em parques e jardins; em áreas acidentadas, para controle de erosão além de áreas de proteção ambiental.



Além destas características, muitas espécies fazem parte da flora apícola e algumas têm propriedades medicinais ainda não pesquisadas cientificamente.
São também responsáveis pela sobrevivência de inúmeras espécies animais que se alimentam delas. Animais como o lobo guará, a raposa do campo, miquinhos, quati, anta, macaco prego, cachorro do mato e um sem número de aves.

Algumas Frutas Nativas da Região Centro-Oeste do Brasil

Cagaita Eugenia dysenterica Myrtaceae



O aproveitamento alimentar da espécie é popularmente consagrado na região e seu valor econômico/comercial já não é mais potencial. Sorveterias de Goiânia e Brasília fabricam sorvetes com os frutos da espécie, catados no chão. Os frutos utilizados por uma das sorveterias de Brasília são catados de árvores que compõe a arborização da própria cidade. Bom exemplo de benefícios com a utilização de espécies fruteiras no paisagismo público. Tais benefícios são especialmente aumentados quando a espécie em questão é nativa, uma vez que são atraídos polinizadores e dispersores, promovendo uma integração efetiva e positiva da cidade com o cerrado do entorno.

Murici Murici do campo Byrsonima basiloba Malpighiaceae



Apresenta um potencial ornamental muito grande pela sua belíssima floração. Os frutos podem se ingeridos ao natural ou em sucos e sorvetes. Na medicina popular é usado como anti diarréico e no tratamento de úlceras.

Pequi Caryocar brasiliense Caryocaceae



Dentre as frutas conhecidas e estudadas, vale destacar o pequi, um fruto muito consumido e famoso na região como o ouro do cerrado. Além do sabor peculiar, tal fruto contém uma excelente quantidade de antioxidantes, as célebres substâncias que combatem os radicais livres. Sua polpa é amplamente utilizada na culinária regional, o óleo extraído é usado na fabricação de sabão e temperos. Do pequi, nada se perde! A casca é transformada em farinha e a castanha é comestível, depois de torrada. As folhas fazem parte da medicina popular, usada contra bronquites.

Mama cadela, chicletinho do cerrado Brosimum gaudichaudii Moraceae



Frutos comestíveis ao natural ou na forma de sorvetes. Folhas, cascas e raízes são usadas para o tratamento de vitiligo e gripes.

Araticum Annona crassifloraAnnonaceae



Árvore de tamanho variável, podendo atingir até 7 m de altura de acordo com a espécie. Possui grande valor ornamental por sua forma rústica.
Os frutos possuem sabor característico, são usados para doces, licores e sorvetes. As folhas e sementes são usadas pela medicina popular como remédio anti diarréico e como inseticida também.

Buriti Mauritia flexuosa L Palmae



Ocorre naturalmente isolada ou em grupos, de preferência nos terrenos pantanosos, sendo por isso denominada Palmeira-do-brejo, Buritis Altos, Vereda do Buriti Pardo, Buriti Mirim, Vereda Funda, Bom Buriti, Vereda-Meã, Buriti Comprido, Vereda-da-Vaca-Preta, Vereda-Grande, Buriti-do-Á, Vereda do Ouriço-Cuim, Buriti-Pintado, Veredas-Mortas, Córrego do Buriti-Comprido...
Nas regiões onde ocorre, o buriti é a planta mais importante entre todas as outras, de onde o homem local, herdeiro da sabedoria dos indígenas nativos, aprendeu a retirar parte essencial de seu sustento.
Os cachos carregados de frutos e as folhas de que necessita, são apanhados lá no alto, cortados no talo com facão bem afiado para não machucar a palmeira.
Depois disso, o experiente sertanejo pula, usando as largas folhas do buriti como se fossem pára-quedas, pousando suavemente na água.



Dos frutos do buriti - um coquinho amarronzado que, quando jovem, possui duras escamas que vão escurecendo conforme amadurecem - aproveita-se a polpa amarelo-ouro. Para extraí-la é preciso, antes, amolecer aquelas escamas por imersão em água morna ou abafamento em folhas ou em sacos plásticos.
E é com ela que são preparados os doces e outros sub-produtos tradicionais
O buriti é ainda muito mais do que puro alimento para homens e animais. De sua polpa, por exemplo, a população regional extrai um óleo de cor vermelho-sangüínea utilizado contra queimaduras, de efeito aliviador e cicatrizante. Esse mesmo óleo é comestível, apresentando altos teores de vitamina A. Também comestível e, dizem, saboroso, é o palmito extraído do broto terminal da planta.

Mais informações sobre o Buriti você pode ver em: Buriti, a palmeira das veredas.

Mangaba Hancornia speciosa Apocynaceae



A mangabeira é abundante em todos os tabuleiros e nas baixadas litorâneas da região Nordeste, onde se obtém - de forma extrativista - a quase totalidade dos frutos colhidos. Acha-se as frutas também nos cerrados do Centro-oeste, no norte de Minas e em parte da Amazônia.
O potencial para o aproveitamento da mangabeira inteira é muito bom, apesar de que apenas os frutos apresentam um valor comercial significativo. Do tronco, podemos extrair o látex, substituto do látex da seringueira, mas com qualidade um pouco inferior . A mangaba é uma fruta rica em diversos elementos e em sua composição encontramos as vitaminas A, B1, B2 e C, além de ferro, fósforo, cálcio e proteínas. A mangaba é uma fruta rica em diversos elementos e em sua composição encontramos as vitaminas A, B1, B2 e C, além de ferro, fósforo, cálcio e proteínas.

Esta é apenas uma amostra mínima de nossas árvores frutíferas que devem ser preservadas, valorizadas não só pelo seu uso alimentar mas também pela capacidade de enfeitar nossos jardins!


Fontes: http://www.biotecnologia.com.br/revista/bio15/frutos.pdf
http://www.portalsaofrancisco.com.br
Fontes das fotos
http://arvoresdesaopaulo.files.wordpress.com/2012/04/frutas-nativas.jpg
http://motoprazer.blogspot.com.br/2011/11/frutas-do-cerrado-brasileiro.html

 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Como fazer da sua casa um imóvel de charme | Mariana Barros



Como valorizar sua casa e colocá-la no mapa dos endereços mais charmosos da cidade:

1) Capriche nos acabamentos. Casa com acabamentos bem feitos permite dar aquela subidinha no preço na hora de passá-la para frente e torna a vivência ali dentro muito mais confortável.

2) Fuja do tradicional piso frio na sala e nos quartos. Ele oferece um bom custo-benefício, além de ser fácil de limpar, mas perde no conforto e na estética. Nada mais desagradável do que saltar da cama quentinha ou do "sofazão" e colocar o pé no chão frio, especialmente no inverno.

3) Piso de cimento queimado é uma ótima opção. É prático e sua temperatura não varia muito. Seu aspecto rústico dá um charme a mais a qualquer ambiente. Você ainda pode fazer composições com peças de cerâmica e ladrilhos.

 


Piso de cimento queimado com ladrilhos


4) Use ladrilhos hidráulicos ou mesmo azulejos vintage com desenhos gráficos para criar painéis nas paredes. Delimite uma área com boa visibilidade e com potencial para mudar o aspecto do ambiente e cubra-a com as peças. Só não exagere na área a ser decorada: uma parede está de bom tamanho ou até menos que isso.

5) Assoalhos, de madeira, dão sempre um algo a mais, seja laminado, taco, tábua larga ou estreita. Se o apartamento for antigo e tiver alguns tacos faltando por exemplo, pense duas vezes antes de arrancar tudo e colocar um outro tipo de piso mais barato. O investimento no conserto dos tacos pode ser compensado quando o imóvel for colocado à venda.

6) Quando for possível e não atrapalhar a dinâmica da casa, diminua a quantidade de paredes. Se você tiver um quarto extra, retire a parede e ganhe uma sala mais ampla, por exemplo. Você ganha luz e ventilação. Quem gosta de cozinhar e receber amigos pode demolir parte das paredes da cozinha e integrá-la à sala.

7) Portas de correr de vidro são outra grande aposta, especialmente na divisão entre as áreas sociais e as áreas externas. Elas garantem ótima luminosidade e ventilação e ainda integram os ambientes dando uma sensação de amplitude.

8) Pastilhas revelam bom gosto e sofisticação. O mercado oferece opções com brilho, peroladas, foscas e das cores mais variadas. Dá para revestir apenas uma parte da parede, numa altura de 1,50 metro por exemplo, suficiente para proteger a parede e dar aquela uma bossa a mais.

9) Persianas são uma solução prática e descolada, especialmente se comparadas aos "cortinões". Há de diversos tipos e materiais e elas podem ser usadas tanto na sala quanto nos quartos.

10) Pesquise a história do seu imóvel. Quem foi o arquiteto responsável pelo projeto, o engenheiro que cuidou da obra, a construtora… procure conhecer em que contexto ele surgiu, em que ano e quais eram as tendências daquela época. Essas informações ajudam a entender por que o o imóvel é do jeito que é e a valorizar seus atributos. E a pesquisa ainda pode revelar dados interessantes que conferirão mais personalidade ao local, especialmente na hora de vendê-lo.

Paisagismo Ecológico como solução

Paisagismo Ecológico como solução

A União Europeia sendo um dos blocos económicos mais ricos do mundo, no entanto 17% da população não tem capacidade para satisfazer as suas necessidades básicas (fonte: Comissão Europeia).

No resto do mundo populações não tem acesso à água potável, estima-se 25 milhões de refugiados ambientais e de alterações climáticas.

Portugal tem diversos problemas ambientais; erosão costeira, fogos florestais cada vez mais violentos, desertificação em forte crescimento em regiões do interior do país ( Trás-os-Montes e Baixo Alentejo na Bacia do Rio Guadiana) entre outros.

Perante isto, é importante criar uma consciencialização em cada um de nós e um conhecimento profundo nas medidas de ação, que podemos iniciar.



O Paisagismo pode dar uma forte contribuição no equilíbrio ecológico e na proteção, o papel do passado foi de criar beleza, nos dias de hoje o Paisagismo no modelo na criação de paisagens tem de ser mais de acordo com os ecossistemas locais.

Se reparar-mos um resort de férias no Algarve com 1 hotel, várias vivendas e os seus jardins, campo de golfe á beira mar, mas se ver-mos o mesmo cenário na Califórnia, apostaria, se uma agência de viagens lhe apresentar duas fotos sem legendas, você não saberia identificar de onde seriam, porquê?; é simples porque ambos tem a mesma arquitectura e paisagismo; alguém chamou de "macdonalinização do habitat" padronizados, as mesma plantas, as mesmas pérgolas, os mesmo vasos; o que isto contribui para um desenvolvimento sustentável, nada.
Já William Robinson em 1866 escreveu acerca dos jardins vitorianos: "tudo isto é uma falsa e hedionda arte".

e como hoje se mantém atua.

Como o paisagismo pode contribuir para biodiversidade, nós já reparamos que quase todos os jardins tem roseiras e por vezes deparamos que são atacadas por uma praga (os afídeo)s, fica-se logo alarmado com isso, e pedimos ao técnico que escolha o melhor pesticida para os destruir. Mas podemos mudar de hábito, trazendo vida para o jardim; com isto não significa que um espaço verde seja uma mini-amazónia, em que mal podemos entrar, mas também não é uma extensão da sala de estar no exterior, em vez de móveis bem arrumados, temos plantas bem aparadas, sem uma folha seca, mas também sem uma borboleta.

Então 10 medidas de biodiversidade para o Paisagismo, são medidas abrangentes que podem ajudar a tornar um espaço verde ecológico, trazendo benefício dos insetos e de animais. E que alguns trazem poupanças em tempo e recursos tão importantes nos dias de hoje .

1. Plantas com bastantes flores




As flores são importantes para fornecer pólen e néctar para as abelhas borboletas e outros insetos, pois sem eles a maioria dos nossos alimentos não existia e a humanidade não passava de um projeto falhado. Pois os polinizadores são a chave da cadeia alimentar.
E muitos insetos auxiliares no combate as pragas, quando adultos alimentam-se exclusivamente de pólen e néctar (por exemplo do Género Orius ) em que as larvas devoram psilas, afideos, ácaros, entre outros.

Escolher plantas que providenciem pólen e néctar alongo de uma estação ou no ano inteiro, tendo o cuidado de escolher plantas nativas pois elas fornecem o alimento certo, mas também algumas exóticas, tendo o cuidado de não escolher plantas híbridas F1 muito cruzadas, ou variedades criadas em laboratório com flores duplas.

2. Desenvolver uma consórcio de árvores e de arbustos




As árvores, os arbustos nativas, ou uma mistura de várias espécies de sebes fornecem abrigo e comidas aos animais. Estudos têm vindo a demonstrar que as árvores abrigam uma enorme diversidade de espécies de fauna (por exemplo os sobreiros albergam cerca 140 insetos, 12 anfíbios, 13 répteis, 73 aves, 23 mamíferos) (fonte: WWF).

As árvores garantem tanto alimentos na forma de flores, frutos, e sementes, assim como o local para nidificação de aves, como para os insetos. Arbustos fornecem alimentos, como azevinho, amoreiras, groselheira, mirtilos, madressilvas, árvores de fruto como romãzeiras, figueiras, aveleiras, amendoeiras, não só suporta a vida selvagem, como fornece frutos aos humanos.

3. O olhar mais atento aos pequenos bosques no seu bairro

Por vezes nós temos nas redondeza dos bairros onde habitamos, pequenas florestas degradadas que pertencem a privados ou ao estado, se os devidos proprietários não tem condições para os manter; organizem uma comissão de moradores, angariem fundos, voluntários, falem com especialistas na área de recuperação paisagística, e metam as mãos à obra.

A importância desses espaços é vital na preservação da fauna e também da flora, como a fauna não respeita fronteiras das propriedades; pois esse é o grande desígnio da "democracia natural "; e assim ao criarmos uma rede de ligação entre os jardins e essas áreas verdes, estamos a criar biodiversidade.

4. Criar um upgrade aquático




As coisas simples são as mais belas para a Natureza, por vezes pensamos que criar um lago com água corrente numa cascata e com uma plantas frondosas nas margens e belos nenúfares no meio do lago, certo é romântico, mas cada casa não é um castelo com a princesa e o cavaleiro.
Um simples charco pequeno com plantas aquáticas, uma pedras de voltas das margens com uma ligeira inclinação; vai reparar na vida selvagem que estabelece, pequenos mamíferos, aves, para beber água no verão, anfíbios, pequeno répteis (salamandras), insetos (libélulas), plantas espontâneas aparecem para colonizar o espaço.

5. Deixar um lugar sombrio, com uma pilha de pedaços de madeira




Um monte de madeira, se reparar-mos alberga grande quantidade de vida silvestre, desde de fungos, insetos, animais; este tipo de habitat está tornar-se cada vez mais raro, pois são lugares ideais de hibernação a animais e a insetos. Qualquer tipo de madeira serve mesmo que esteja pintada ou envernizada, mas o melhor são os troncos naturais, que podem ser dispostos artisticamente em (logpiles), dando um olhar bastante arquitectónico e rústico; embora as pessoas prefiram esconder longe da vista.

6. Composto

O composto ajuda a fornecer matéria orgânica para os canteiros de plantas, como também para a vida selvagem. Para além de manter vivos localmente uma série de organismos decompositores, como os saprófitos e em especial fungos e batérias do solo.

Ainda com a vantagem de obter nutrientes de forma gratuita e fácil de produzir, e ainda contribuindo para o sequestro de carbono localmente dispensando a compra de sacos de composto, o combustível envolvido no transporte, para além de diminuir o volume de lixo que as embalagens incorporam localmente.

A pilha ou meda de composto como liberta calor serve de hibernação para animais como pequenos répteis, entre outros.

7. Dar alimentos e água às aves durante todo o ano




Fornecer adicionalmente alimentos a aves especial nas épocas do ano mais críticas em "alimentos selvagens", pode significar a vida ou a morte de muitas aves; mas com o cuidado de fornecer de forma moderada, pois tendem a ter o vício de obter alimentos fáceis alterando o seu estado selvagem.

Ideal é oferecer uma mistura de alimentos de vários tipos de sementes, amendoins, alguns vegetais, frutas de bagas e pequenos pedaços de várias frutas.

Colocar água em recipientes rasos pois aves para além de beber, gostam de se banhar. Todos estes recipientes estejam numa altura segura para que os animais domésticos, não ganhem apetite em especial os gatos.

8. Não seja tão arrumadinho com o jardim, deixe algumas áreas num "caos"


Com isto não significa que o seu jardim se transforme de numa mini-amazónia, que seja preciso para entrar em casa de uma catana para abrir caminho, mas escolha locais, onde possa deixar pequenos montículos de folhas secas caídas das árvores; uma árvore de fruto deixe cair os frutos maduros no solo; isto vai atrair pequenos roedores, e com eles predadores, fornece abrigo a insetos e a animais, são locais onde os animais hibernam como os ouriços. Fazer pequenos montes de pedras ajuda como habitat para muitos animais. Pode escolher lugares como recantos escondidos, ou atrás da casa das ferramentas, garagem etc.

9. Crie manchas de relva com maior altura


O ideal seria criar canteiros de plantas silvestres, mas se não tiver espaço ou não quiser, opte por criar zonas de relvado em que em que a relva fique de maior altura nos recantos mais discretos ou não, por vezes o efeito de contrates de alturas pode ser interessante, por exemplo os suíço gostam deste tipo de contraste nos relvados. Com a relva numa altura maior dá abrigo a muitos mamíferos, e proteção contra predadores a muitas aves que nidificam no solo, e alimentos em especial a muitas lagartas de borboletas.

10 Um jardim sustentável é uma ajuda à proteção da vida selvagem

A sustentabilidade neste momento é uma palavra-buzz na internet, procurada em muitas línguas, a sustentabilidade tem um significado tão simples que é minimizar o uso dos recursos não renováveis (petróleo), e optar por energia renovável (painéis solares, mini torres eólicas) hoje a tecnologia permite que uma casa seja auto suficiente energéticamente, usar racionalmente a água (opte por aproveitar a água da chuva que caí no telhado da sua casa).
Não use pesticidas e herbicidas tóxicos, não use madeira proveniente de florestas virgens, recicle madeira (pallets) para fazer móveis exteriores e caminhos, não use vernizes sintéticos nas madeiras, aproveite os materiais localmente (como pedras para fazer taludes de sustentação, troncos, etc.) recicle o mais que puder e vá até onde conseguir.
Hoje há dezenas de empresas, de especialistas, de tecnologia, de métodos, de ideias, de projetos, de informação na internet de forma livre; não há qualquer desculpa em especial por parte dos Paisagistas para afirmarem que não há outro caminho no contributo para um futuro feliz para as próximas gerações. Pois alguém no futuro vai culpa-lo porque o meu avó não fez isto.

Samuel D.F. Teixeira

sexta-feira, 30 de março de 2012

Cientistas obtêm planta a partir de sementes de 30 mil anos

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Um grupo de russos obteve uma planta a partir de sementes que se conservaram congeladas no permafrost (solo constituído por terra, gelo e rochas permanentemente congelados) da Sibéria durante cerca de 30 mil anos.
O grupo, que trabalhou sob a orientação de David Guilichínski, do Instituto de Problemas Físico-Químicos e Biológicos do Solo da cidade de Púchino, encontrou vestígios de uma planta conservados a 38 metros de profundidade em uma camada de sedimentos do permafrost, perto do rio Kolimá na região de Magadán.
Essa região é conhecida por grandes concentrações de restos de plantas primitivas que cresceram no nordeste da Sibéria há cerca de 40 a 25 mil anos. Os restos da Silene stenophylla Ledeb, uma planta herbácea muito resistente a temperaturas negativas, foram encontrados na toca de um roedor primitivo. Essa não é a primeira vez que cientistas encontram fragmentos de sementes pré-históricas, mas nunca antes conseguiram recuperá-las devido a danos internos.
Em uma amostra de sedimento colhida na região de Duvanni Yar, os cientistas encontraram algumas sementes da Silene stenophylla Ledeb muito bem conservadas. O teste radiométrico por carbono mostrou que as sementes tinham cerca de 30 mil anos de idade. Os fragmentos mais bem conservados foram colocados em um meio de cultura especial e em pouco tempo brotaram e foram plantados em solo. Para obter sementes normais, os biólogos cruzaram os brotos da planta antiga entre si e com suas “parentes” modernas e fizeram ressurgir uma planta primitiva a partir das sementes que passaram dezenas de milhares de anos no permafrost.
Os vestígios fósseis de animais e plantas congelados fornecem informações importantes sobre como era a vida na Terra nos milênios anteriores. Os restos de vegetação e animais primitivos podem contar muito mais sobre a vida nos tempos primitivos do que fósseis mais completos. Fragmentos de DNA encontrados em tais vestígios dão a chance de fazer ressurgir a flora e a fauna da Era do Gelo.
Fonte de pesquisa: Gazeta Russa

Hospital da Mulher de Fortaleza - Do Papel à Realidade!

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Para àqueles que moram em Fortaleza, sabem que uma das promessas de campanha ansiosamente aguardadas pela população é a entrega do hospital da mulher, obra que vem sendo executada faz muitos anos. De fato, quem passa nas vias de acesso em frente a obra, não faz ideia de como a obra está, não dá pra ver muita coisa, mas a realidade é que o hospital está praticamente acabado, uma estrutura moderna e com um pequeno detalhe, um belo jardim executado pela Arbustus!

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A obra de execução do paisagismo já completa 30 dias e quem está conectado conosco no facebook ou no google+ já teve a opotunidade de ver algumas fotos! As plantas selecionadas foram escolhidas a dedo, algumas das espécies vegetais contempladas no projeto tiveram que vir de outros estados, tudo para compor um ambiente de qualidade, moderno e muito agradável.

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Além do que já foi construído, o projeto ainda contemplará um grande auditório na área externa, calçadas e uma área verde de dar inveja aos parques mais belos de nossa cidade. Uma grande conquista para a população de Fortaleza.

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Eis aí mais uma obra com a qualidade Arbustus!